Maringá Pyros dispensa determinação da Liga Nacional e está eliminado da competição

A semifinal da Conferência Sul da Liga Nacional de Futebol Americano (LNFA) chegou ao fim dentro de campo, mas ainda segue em andamento fora dele. A partida entre Maringá Pyros e Gaspar Black Hawks ganhou mais um capítulo, pois a equipe paranaense divulgou uma nota afirmando que não dará continuidade à partida em Maringá – e, por consequência, está eliminado da competição.

Maringá Pyros-7

Recapitulando os fatos, Pyros e Black Hawks se enfrentaram em Gaspar, no dia 30 de setembro, pela semifinal da Conferência Sul da LNFA. Durante todo o jogo, atletas e comissão técnica do Pyros reclamaram com a arbitragem e delegado da partida, devido ao uso irregular de cal para pintura do gramado, que estava causando queimaduras nos atletas. A arbitragem encerrou a partida (que estava com o placar em 14 a 03 para os donos da casa, no intervalo), declarando W.O. contra a equipe mandante, o que classificaria o Pyros para a próxima fase da competição.

No mesmo dia 30 de setembro a LNFA divulgou uma nota, esclarecendo que o material utilizado foi comprado “por engano” com a qualidade errada e isso causou as queimaduras. Após a partida ser encerrada, segundo a nota da LNFA, “o presidente da equipe de Maringá entrou em contato e explicou que em momento algum o time visitante queria a vitória desta forma e que, se fosse possível, aceitaria jogar os dois últimos quartos faltantes em casa, sediando metade do jogo, partindo do placar que se encontrava a partida (Black Hawks 14 x 03 Maringá Pyros), decidindo assim em campo, quem chegará as finais de conferência.” No mesmo dia a equipe do Black Hawks divulgou um pedido de desculpas, sendo a única manifestação oficial da equipe sobre o tema desde então.

No dia 10 de outubro, a Liga Nacional divulgou nova nota, esclarecendo a decisão tomada, deixando claro a impossibilidade de seguir com o que os árbitros determinaram no campo, o W.O.. Na nota a Liga determina as punições que o Black Hawks sofreria:

  1. Nova partida, com placar iniciado no zero a zero;
  2. Inversão do mando de campo;
  3. Partida deve ser realizada antes do dia 22 de outubro;
  4. Tratamento das queimaduras dos atletas de ambas as equipes custeados pelo time de Gaspar;
  5. Perda de mando de campo de duas partidas para a equipe de Gaspar;
  6. Reembolso do valor gasto pelo Pyros do jogo disputado em Santa Catarina (R$ 5.700,00);
  7. Reembolso dos custos de arbitragem à LNFA.

As equipes tinham 48h para se pronunciarem publicamente sobre o tema.

No dia seguinte o Pyros divulgou sua resposta: primeiro, pediu um esclarecimento se as punições colocadas na nota eram cumulativas ou alternativas; depois, solicitou o não acolhimento de um possível pedido do Black Hawks para abrandamento das punições; por fim, pediu uma extensão do prazo da nova partida, tendo em vista a recuperação dos atletas maringaenses.

Ao final da nota, o Pyros declarou que “concorda com a realização de uma nova partida, desde que todos os itens acima elencados sejam esclarecidos e julgados procedentes, ou seja, que havendo a nova partida, o Black Hawks ainda sofra as punições a ele aplicadas, que não haja abrandamento das punições e por fim, que seja concedido um maior prazo para a realização de um novo jogo”.

LNFAA LNFA não acatou ao pedido do Pyros, justificando que o valor seria “exorbitante” para a equipe de Gaspar. Em nota, declarou ainda que “Cabe reforçar que nenhuma equipe pode direcionar a pena a ser aplicada à outra equipe ou mesmo condicionar um acordo a aplicação de penas que julgue viáveis.” Na mesma nota, a Liga Nacional continuou: “O Office da LNFA, com todo respeito ao posicionamento do Pyros, que pede mais rigor, não recuará no proposto, e permanece o que foi estabelecido, que as punições são cumulativas e cabíveis ao Black Hawks, então caso aconteça o novo jogo, na data e horário proposto serão aplicados os itens elencadas das alíneas “a” à “e” do Ofício 020/2017 publicado em nossa página” , dispensando o reembolso dos custos ao Pyros e à prória Liga.

A nota da Liga é finalizada, garantindo que “Caso Maringá realmente opte em não jogar, a partida será declarada como encerrada com o placar que estava na interrupção do jogo anterior, Black Hawks 14 x 03 Maringá Pyros e Black Hawks será penalizado conforme o anteriormente previsto, dás alíneas “d” à “g”.”

Maringá Pyros-8Na última divulgação sobre o tema até agora, o Pyros se posicionou sobre o  que a LNFA trouxe em nota. “Nós da equipe Maringá Pyros, decidimos pela não realização de uma nova partida entre as equipes. Nossa decisão está baseada em tudo o que defendemos e temos como propósitos para seguimento do esporte. Desta forma, seja então aplicado o disposto no Oficio n° 020∕2017 proferida pela Liga Nacional de Futebol Americano, onde as punições cabíveis sejam de fato aplicadas ao time Gaspar Black Hawks.[…] Sempre buscamos o crescimento do esporte, e vemos que fatos como esses não podem passar impunes, entendemos que uma simples realização de uma nova partida não é punição para o que de fato ocorreu no jogo em Gaspar∕SC.”

O posicionamento do Pyros trouxe ainda um fato novo à situação: uma possível ciência do Black Hawks sobre o uso de cal irregular. “Como é de conhecimento de muitos, a partida […] teve que ser suspensa em razão das condições do campo, haja vista que o mesmo teve sua marcação feita com Cal tipo III, o qual é altamente danoso quando em contato com pele. Foi o que aconteceu com a equipe maringaense, dessa forma, vários de nossas atletas apresentaram queimaduras, algumas chegando a ser de 2º grau. Ainda, em momento algum contamos com algum auxílio para nos limparmos de tal produto, como mangueira de água, panos úmidos, diferente da equipe Black Hawks, a qual teve tais opções e não deixou que seus atletas passassem pela mesma situação que os nossos passaram, ficando evidente que os mesmos tinham ciência dos danos que poderiam vir a ocorrer em razão do contato direto com o produto. A princípio […] aceitamos a proposta do time catarinense em continuarmos a partida em Maringá, com o placar no qual se encontrava, ou seja, 14×3 para o Black Hawks. Porém, analisando os fatos ocorridos após o jogo, nós do Maringá Pyros, chegamos à conclusão de que nenhum acordo poderia ser superior aos fatos ocorridos naquela partida, tanto que apresentamos nossas justificavas e provas para à LNFA, deixando a cargo desses a decisão final.”

Desta forma, a decisão neste momento é: a partida, que havia sido encerrada em Gaspar com dois quartos a serem jogados, devido ao uso de material danoso à pele, teve o resultado de campo marcado pelos juízes alterado, saindo do W.O. previamente determinado e sendo finalizada com o placar que se encontrava, 14 a 3. O Black Hawks segue na competição e o Pyros está eliminado.

Caso a situação mude, sob qualquer circunstância, o faparanaense.com trará todas as informações para você. Clique abaixo para ver as notas divulgadas na íntegra:

30 de setembro, LNFA;
30 de setembro, Gaspar Black Hawks;
10 de outubro, LNFA;
11 de outubro, Maringá Pyros;
18 de outubro, LNFA;
19 de outubro, Maringá Pyros.

(Fotos: Divulgação Facebook / Maringá Pyros e Liga Nacional de Futebol Americano)

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