Ressaltando o trabalho feito pelo grupo, Fernando Alves fala sobre prêmio de melhor técnico da temporada

O Coritiba Crocodiles teve uma temporada bastante positiva em 2018. Além do título paranaense incontestável no primeiro semestre, a equipe chegou até a final da Conferência Sul da BFA no fim do ano, ficando a um ponto do vitória. Com um desempenho neste nível, a escolha de melhor técnico da temporada não podia ter sido diferente: Fernando Alves, head coach da equipe, faturou o 1º Helmet de Prata na categoria melhor técnico, em premiação realizada por nós, do FAparanaense e nossos parceiros do Caçadores de Jardas. Mas, para o treinador, os méritos também devem ser destinados ao grupo de atletas do Coritiba Crocodiles.

fernando alves mvp 01

Fernando é um dos linebackers mais importantes do futebol americano nacional, com uma carreira de muitos títulos no Crocodiles. Porém, ao final de 2017, ele decidiu assumir um novo desafio: comandar a comissão técnica do time. Naquele ano, nas mãos do Fernando, a equipe conquistou a Conferência Sul da Brasil Futebol Americano (BFA), principal competição do esporte no País, em vitória sobre o Santa Maria Soldiers, no Rio Grande do Sul, sendo parado apenas pelo então Sada Cruzeiro, no Couto Pereira, numa partida memorável.

Sobre essa nova fase, Fernando comentou sobre a importância de ter se dedicado apenas à comissão técnica: “Foi um desafio bastante grande. Em 2017, quando aceitei ser o head coach formalmente a partir de setembro, eu ainda estava jogando e, nas partidas mais importantes (na final de conferência e na semifinal do Brasileiro), senti que poderia ter ajudado mais o time se estivesse na sideline apenas como coach. Por isso, quando a diretoria me convidou para ser novamente o HC neste ano (2018), eu aceitei com a condição – e o sacrifício – de não jogar. Ao mesmo tempo que foi bastante difícil, pois eu ainda tinha (e tenho) muita vontade de jogar e passei muita vontade nas sidelines, foi também uma satisfação muito grande ver que os atletas estavam contentes com o clima dentro do time e os resultados dos jogos”.

Ainda olhando para 2018, Fernando se mostrou bastante satisfeito com o desempenho da equipe. “Em 2018 trouxemos reforços importantes, principalmente no lado ofensivo da bola, tivemos retornos de atletas importantes como o Delmer (lesionado em 2017) e o Bala para o paranaense e conseguimos novas parcerias com a Arbo Crossfit para aumentar o preparo dos nossos atletas. A revelação de um kicker consistente e nosso time de Punt nos deram uma dimensão extra para tomar decisões de quarta descida e de controle do relógio. Então, tivemos um time mais sólido do que nos dois outros anos anteriores. Infelizmente tivemos muitas lesões e perdemos muitos atletas importantes, que fizeram falta nos jogos finais. Não justifico as derrotas por essas lesões, tenho muito respeito pelo programa do Rex e dos demais times que chegaram às semifinais. Apenas gostaria de ter todo o time saudável para apresentar um desafio maior para eles”.

A escolha da imprensa paranaense como melhor técnico do ano no 1º Helmet de Prata, premiação organizada por nós do FAparanaense e nossos parceiros do Caçadores de Jardas, deixou Fernando bastante feliz, mas, o técnico sabe da importância do elenco para este prêmio: “Eu honestamente fico muito feliz pelo grupo. Na minha opinião, dentre os reconhecimentos individuais, não existe prêmio mais coletivo do que o de melhor técnico, pois técnico fica bem se o time está bem. Como técnico nossa preocupação é criar uma cultura consistentemente vencedora. Vencer – ou buscar a vitória – é parte da mentalidade diária de um time. Os atletas precisam absorver isso e colocar isso em prática. Então esse prêmio – que eu pessoalmente admiro por ter sido feito pela imprensa, que, na minha opinião, são as pessoas que mais acompanham os times de maneira homogênea – é um reconhecimento muito bacana não só para mim, mas para o time inteiro”.

masc_ mvp tecnico_ resultado-01Já de olho na temporada 2019, em meio a rumores sobre a chegada de um novo head coach pra equipe, Fernando não confirmou se seguirá como técnico ou se retomará a carreira de atleta: “Eu tenho muita vontade de ser coach, e também tenho muita vontade de jogar (rs). Eu fui realmente feliz nos últimos um ano e meio como Head Coach. Eu senti o clima do time muito bom, os atletas satisfeitos com os treinos, com os jogos e recebi deles um feedback muito bacana. Por isso eu acredito de verdade que meu futuro no time, a longo prazo, é ser Head Coach do Croco, enquanto isso fizer sentido para a diretoria e para os atletas. No curto prazo não sei dizer, a única coisa que posso garantir é que se eu for atleta não serei coach, e se for coach, não serei atleta. O football no Brasil precisa começar a pensar nessa separação. Se você realmente quiser que seu time seja competitivo, o trabalho de Head Coach é um trabalho “full time”. A era dos coach-players para times de alto desempenho, na minha opinião, acabou.”

Vale lembrar que, devido às lesões, Fernando entrou em campo nas partidas decisivas da BFA, principalmente nos times de especialistas, inclusive na final da Conferência Sul, na partida contra o Timbó Rex, em Santa Catarina.

(Fotos: Vinícius Basso / Equipe Futebol Americano Paranaense)

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