Head coach do Foz Black Sharks acredita em evolução no processo de reconstrução do time

O Foz do Iguaçu Black Sharks parece estar no caminho certo de reconstrução e retorno ao cenário das principais equipes do Paraná e do Brasil. Após um 2018 com apenas uma vitória em sete partidas, a equipe já superou esse desempenho nessa temporada, vencendo os dois jogos que disputou até aqui. E, para o head coach da equipe, isso mostra a evolução do trabalho de reconstrução que está sendo feito.

Ariel San Martin Black Sharks

Ano passado, a única vitória do Black Sharks foi contra o Guarapuava DarkWolves, no campeonato paranaense. Nos outros seis jogos, seis derrotas, sendo duas pelo estadual e quatro pela Liga Nacional de Futebol Americano. Já neste ano, foram duas vitórias, uma contra o Cascavel Olympians (relembre aqui como foi o jogo) e outra contra o Francisco Beltrão Red Feet (veja aqui mais sobre a partida).

Nós conversamos com o head coach, que atua também como quarterback da equipe, o uruguaio Ariel San Martin, que nos falou um pouco sobre como ele analisa essa reconstrução: “Reconstruir uma equipe é extremamente difícil, basicamente porque 90% dos novatos não conhecem o esporte. O lado bom é que é possível moldar esses atletas a partir do zero e criar hábitos e conceitos adaptados ao futebol moderno, sem ter que lidar com hábitos erráticos. Você deve estar ciente de que você não está educando um atleta para hoje, você também está fazendo trabalho para outras gerações, então o trabalho se torna praticamente uma arte”.

O head coach continuou, falando como ele avalia o que foi feito até aqui e quais seriam os próximos passos: “A equipe tem alguns atletas de referência que são pilares fundamentais, o que significa que posso me concentrar em trabalhar os novos. O trabalho de construção contínua e foi iniciado há 1 ano e hoje podemos ver que o nível geral da equipe está evoluindo, os dois últimos jogos mostram isso. Este ano continuamos focados na aprendizagem dos sistemas: no ano passado nós trabalhamos o sistema ofensivo e em 2019 estamos mais focados na defensiva. Nosso objetivo é alcançar o equilíbrio. Falar sobre os próximos anos seria incerto, mas o que podemos hoje dizer é que vamos lutar”.

Vale lembrar que ano passado a classificação aos playoffs do paranaense foi decidida numa vitória apertada do Francisco Beltrão Red Feet que, em casa, bateu o Black Sharks por 3 a 0, num jogo sob forte chuva. Ariel comentou que aquela partida pode ser considerada um divisor de águas para o elenco: “O jogo contra o Red Feet foi  um dos jogos que nos levou diretamente ao início. Viemos de jogar um bom jogo contra o Pyros, ganhamos do Darkwolves e esperávamos ganhar o Red Feet, mas esse time tem várias boas características e uma delas é não desistir. Foi um jogo muito fechado, com frio, chuva e fortes defesas contra a corrida. Hoje certamente somos uma equipe mais madura e mais conscientes de nossa capacidade, estamos mais confiantes no que sabemos fazer”.

Com o começo de 2019 já melhor do que foi todo o 2018, o Black Sharks agora tem mais tranquilidade e se prepara para o último desafio da temporada regular do Campeonato Paranaense, para enfrentar o São Miguel Indians, equipe catarinense convidada a participar do certame.

(Foto: Natali Cujari / Cortesia Ariel San Martin)

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